terça-feira, 27 de dezembro de 2011

ELA É UMA CANALHA


Tantas coisas passaram pela minha cabeça...

O sexo não praticado, adiado.


COVARDIA!


Mas nem era isso.

Não tenho pressa.

Nada a perder.


Era mesmo uma espécie de fome.


Eu pensei em cortar meus próprios cabelos, em ligar pra toda a agenda do celular e gritar com todos!

Como vocês me deixaram chegar nesse ponto?

Bastardos!

Mas no fundo eu sabia que a culpa era minha, a escolha foi minha.


Sem estômago para festas.

Sem saco para vésperas.


Ah... Ela é tão intrigante! ( TÉDIO)


Cadê aquelas coisas todas?

Onde eu coloquei?

E o meu juízo?

Tudo pro ralo com o meu senso prático.


E a Cinematic Orchestra comendo solta, solta...

Eu transo com esse contrabaixo e DANÇO... DANÇO....

E danço...


O giro.


E se não fosse o vento gelado nas costas nuas em pelo, certamente teria gozado.

Tesão mais metafísico não há.

Ainda acabo em ruína.


Você já foi acordado por uma mulher?


(CANALHA)



Você sabe como funciona?


( CANALHA)


Consegue entender toda a argúcia, beleza, tormento, caos, o ritmo e aquele cheiro bom?


Acho que corri o mais rápido que pude e me ultrapassei.

Agora não me alcanço mais.


Eu não sou uma personagem.


Essa é a minha realidade


Bem vindos à minha casa de espelhos!


Ajuntem os cacos na saída.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

LADAINHA DE NOSSA SENHORA DOS SLOGANS

ENGENHARIA DO CONSENSO.
A gente se liga em você!
OLIGOPÓLIOS DA COMUNICAÇÃO.
A gente se vê por aí!
OPINIÕES UNIFORMIZADAS.
A vida em tempo real!
MASSA DE MANOBRA.
Na nossa frente, só você!
MASSACRE IDEOLÓGICO.
Informação que forma opinião!
CONFORMISMO
A voz mais forte do país!
LÍNGUA DA MÍDIA.
Você não ouve. Você sente!
ALIENAÇÃO
A caminho da liderança!
SHOW DA VIDA.
Indispensável para o que você quer ser!



Amém! (Balimos em uníssono)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

ANÚNCIOS (PER)VERSADOS

Adoça-se café amargo com o sal da pele.
Vende-se pele macia a preço de arranhão.
Troca-se hálito quente por mão que congele.
Morde-se a concha da orelha, grátis beliscão.

domingo, 14 de agosto de 2011

Poetise-me!

Tease me!

Apagou

Estrela (de)cadente.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Amora Pie

Sobre o criado repousa o guardanapo rabiscado.

Ode à derradeira ocasião.

Garrafas vazias, papéis velhos... SÓ EU ENXERGO AS MANCHAS???

RIA e o MUNDO RIRÁ COM VOCÊ!

Tudo bem, bem, bem.

Mamãe, pode chorar alto?

Nunca teve "aquele" entusiasmo a pobrezinha.

Sim.

Desesperador.

Tudo gratuito e febril.

VENDE-SE FRACASSO. GRÁTIS BRONQUITE ASMÁTICA.

Amor,

honra,

empatia,

compaixão.

A ladainha de sempre.

Lute! Faça! Aconteça!

A ladainha de sempre.

O caralho a quatro!


Rogai por nós que recorremos a vós.


Mundo sabor jujuba de aniz, só que mais enjoativo.


É bão toda vida! Tem vento, chuva, árvore, bicho, amigo, pedra, papel, DEUS, bunda, rango, sapato, jornal, marrom glacê, trombone, origami, homi e mulé, sabão em pó, bolinho de chuva, fé, arco-íris, sangue, maçaneta, lá menor...


Já vai? Fica mais um pouco! Tô passando café pra nós. E o PREÇO?


Esse ano vai ser diferente!


Abro a janela da frente para ver um Sol diferente. Aquela atmosfera singela e onírica com que o mundo abraça algumas pessoas como um consolo ou mesmo prova do que nada do que ela faz é em VÃO. Alguns chamam de prova de Deus, graça, ou benção. Houve um momento em que eu achei que talvez não merecesse graça, benção, flor... Nada que tornasse a minha estadia um pouco mais bonita, um momento que fosse.”


nhá carola põe fubá na caçarola.


Eles estão certos de que nasci com uma coroa de espinhos no lugar do coração.”

Quem precisa se sentir um ser humano melhor, não?

Moedas forjadas em ouro de tolo aos que ficam.


ORGASMO EM CÁPSULAS.




TEM SANGUE NA LUA



P.S. Segue em anexo o retrato de meus olhos...

Se não lhe fazem lembrar, que ao menos o façam tremer.

domingo, 10 de julho de 2011

Samba (cilada) sem fim

Uma parte de mim
se sabota e suspeita
E uma parte de ti
só se cala e espreita

E essa parte de nós
que nunca se ajeita
É o que faz do todo
a cilada perfeita

Já não se prestam à mim
Esses amores de folhetim
Pois que seja assim!
E em qualquer botequim
Esse samba sem fim

A fração do desdém
que você me enfatiza
Não vale um vintém
Do quinhão que instiga

Me afogo na desgraça
dessa nossa perdição
Regada a cachaça
E esperando o refrão


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Zigeuner

Às vezes quase acredito em príncipes e em seus cavalos brancos.
Devagar com o andor gitana.
Devagar.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

...

E do alto de toda aquela sabedoria e segurança ele me derrama conselhos, impressões e repreensões com tamanha maestria.
Eu quase acredito que ele saiba mesmo das coisas, mas quando olho bem lá no fundo daqueles olhos cheios de lascívia e por que não dizer certa canalhice, vejo tristeza e percebo, de certa forma, o embuste.
Moleque.
Você nunca vai encontrar ninguém igual a ela. Você sabe. Eu sei. Isso te corrói.
E vomitar conselhos que outrora foram dados à você não vai aliviar a sua dor.
Por que não resolvemos isso logo?
Assim você me poupa dessa estranha paternidade e eu te poupo dessa imaturidade que até eu desconhecia.
Quando quiser...
E puder...
E aí?

sábado, 11 de junho de 2011

UM INTELECTUAL À PERIGO



E lá vem ele com esse papo de artista


De conceito e poesia


De amor e de agonia


Coisas desse mundo cão





Vomita mais uma idéia vanguardista


Transcendência e anarquia


Ceticismo e magia


E cai em contradição





E não se sabe pra que tanta citação


Se o importante mesmo é a excitação





Ele prossegue com essa pinta de analista


Dadá e antropofagia


Chiaroscuro, noite e dia


Cospe Frida e Monet





Oh minha gente por que tanta mão de obra?


Gasto de filosofia


Essa falsa empatia


Tudo só pra te comer




Não abre mão do xaveco intelectual


Até pra ter só uma foda casual




Alguém topa uma masturbação cerebral?



segunda-feira, 23 de maio de 2011

SONETO EMPARELHADO PR'UM ATO FALHO

Nada além do gosto amadeirado na boca.

Ele contrai os dentes e range a alma rota.

Primeiras e segundas intenções deviam-lhe bastar,

Mas as intenções do moço nunca lhe vieram em par.



Agora paga o preço por ser tão leviano.

Ajeita os farrapos e segue com seu plano.

E equilibra-se apenas na vontade de se retratar

Que nem todo destilado dessa terra há de cessar.



Oh pequenino! Agora pesa-lhe a deslealdade

Que outrora sorveu sem nenhuma ingenuidade.

Agora segue seu caminho com o peito a ribombar.



Oh pequenino! Esconda-se atrás da carcaça boçal!

Justifica a tua fraqueza na inteligência amoral!

E engana a ti mesmo, jurando não mais errar.




(Ausente de sílabas poéticas regulares assim como a minh'alma)



sábado, 12 de março de 2011

MADRUGADA AMORAL


Sabe aquele estágio em que nos encontramos entre o limiar do estar acordado e do estar adormecido? Certos pensamentos tomam conta da nossa mente de uma forma inevitável.

Apesar desses pensamentos serem assombrosamente obscuros nos trazem uma clareza de raciocínio extraordinária.

Se pudéssemos sempre tomar decisões nesse estágio mental muitas coisas seriam diferentes.

A consciência e a subconsciência coexistiriam harmonicamente e não apenas se alternariam caoticamente dentro de mim.

Ou dentro de nós.

Chiaroscuro.

O que é um amigo?

Aristóteles dizia ser apenas uma alma habitando dois corpos.

E quando duas almas habitam o mesmo corpo?

Posso ouvir o riso de todos os filósofos em uníssono.

Ela também ri.

Amora


Amarga


Amoral


Amor


A moura




Ananda



Os “ais” nada mais são que o lamento do poeta.

E a Amora é a dama mensageira de todo o desconhecido que você pode encontrar bem aqui...


Dentro de mim.



domingo, 6 de março de 2011

AGRIDOCE


Sabe quando eu ando pelas ruas nesses dias cinza, esquisitos e encontro no meu caminho amoreiras em flor e seus frutos púrpuras e suculentos? A sensação é um misto de algo bonito e angustiante, essa deve ser a sensação primordial, o sentimento que traduz o que é estar vivo, junto com todo o agridoce da existência.

No final das contas eu já nem sabia mais quem era eu, ou se eu era mesmo alguma coisa, Se alguma cabeça me pensa, me sonha, pode ser a sua...

... e eu sou você.

E a gente se sente tão pequeno, e começa a pensar na grandeza do universo e na nobreza de umas coisas que na verdade nem existem...

São tantas as coisas que a gente cria, tantas mentiras...
E nós acreditamos mesmo nelas, como se fosse algo divino...

Pra quê?